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CUT marcha sobre Brasilia contra o midiático julgamento do mensalão.

Segundo informações de dirigentes da CUT no Facebook , a CUT hoje marcha sobre Brasilia contra o julgamento do mensalão e vão ás portas do STF .

Existe muita polêmica em torno do assunto, a principal é relativa ao Fundo Visanet que segundo a denúncia da Procuradoria Geral da República e o relator do caso no STf Joaquim Barbosa seria um fundo público que alimentou o esquema do mensalão, no entanto especialistas contabéis e o próprio estatuto do Fundo mostram que ele é um fundo privado controlado por uma multinacional, que teve uma espécie de parceria com o Banco do Brasil no inicio do Governo Lula, o inquérito 2474 da qual  não foi publicizado e foi desconsiderado no decorrer do julgamento por Joaquim Barbosa mostra que a agência de Marcos Valério deu dinheiro á Rede Globo, a DNA propaganda.

http://www.viomundo.com.br/denuncias/ap-470.html Inquérito 2474 engavetado por Barbosa e sem publicidade.

 

Veja fotos do dia de hoje em Brasilia :

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Latuff solta o verbo sobre o Mensalão.

Um dos mais ácidos cartunistas de esquerda do mundo, Carlos Latuff solta o verbo sobre o mensalão contrariando as expectativas golpistas da grande imprensa

latuff

 

 

” Um estrangeiro que visse Genoino e Dirceu adentrando as dependências da polícia federal pode até imaginar de que se tratam de presos políticos, de punhos erguidos num gesto desafiador. Mesmo levando em consideração que ambos pegaram em armas contra a ditadura militar, atitude que merece meu respeito, não foi a guerrilha que os leva agora para a prisão. Foi um esquema de compra de votos conhecido popularmente como “mensalão”. O maior da história do Brasil? Nem de longe!

O PT nunca foi um partido revolucionário, nunca quis de fato derrubar o sistema capitalista, mas antes de ser governo, não fazia parte do jogo sujo da governabilidade, e portanto, tinha ficha limpa para criticar a corrupção. No momento em que decidiu chegar ao governo (e não ao poder), aceitou as regras, se misturou aos porcos, e agora come os farelos. É lamentável ver um partido que, no passado, esteve presente nas lutas do movimento social, e que agora é jogado na vala comum dos partidecos que sustentam a oligarquia brasileira. Mas, a cupula do PT fez essa opção, que enfrente as consequências de ter jogado sua história na lixeira.

Concluída a longa novela do mensalão do PT, resta saber agora se os outros tantos esquemas de corrupção que já passaram pela república terão a mesma atenção do judiciário e da imprensa. O “mensalão do DEM”, o “mensalão mineiro”, a “pasta rosa”, o “tremsalão”, só pra citar alguns. Ora, a conclusão que se chega é que a corrupção não é uma questão partidária mas sistêmica. Daí um partido que se entenda realmente como de esquerda, não deve aceitar ser gestor de uma máquina corrupta e sim lutar para destruí-la e construir um sistema político e econômico sobre novas bases.”

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Haddad diz que não vai tolerar Terrorismo do Monopólio de Comunicação.

Do Site Rede Brasil Atual

 

Prefeito afirma que ‘império’ tenta difundir desinformação e avalia que oposição a reajuste do IPTU chegou até a quem terá isenção. ‘Não podemos ter uma sociedade monolítica em que só alguns falam’

 

por Gisele Brito, da RBA publicado 08/11/2013 16:22

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LUIZ CARLOS MURAUSKAS/FOLHAPRESS
prefeito.jpgPrefeito entende que campanha de desinformação leva cidadão beneficiado a se queixar do IPTU

São paulo – O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), criticou o que ele chamou de “monopólio da comunicação no país” hoje (8), ao defender seu governo e, especialmente, o projeto de revisão da Planta Genérica de Valores, que reajusta o Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU).

Segundo Haddad, graças a “desinformação” e“terrorismo” até pessoas que serão beneficiadas pela mudança na cobrança do imposto se sentiram injustiçadas – pelo projeto aprovado na Câmara, 33% ficarão isentos de pagar IPTU e 8% terão redução no tributo.

Com as mudanças, os imóveis na região central terão os maiores reajustes médios, enquanto distritos na periferia terão aumento menor e redução do imposto. Aposentados que ganham até três salários mínimo, terão isenção total de IPTU.

Diante de uma plateia que se autodenominou “aqueles que o elegeram”, durante cerimônia de sanção da lei que amplia o Programa VAI – voltado à promoção cultural para jovens da periferia –, o prefeito disse que falta liberdade de expressão no país. “Nós não podemos ter uma sociedade monolítica em que só alguns falam. E esses alguns têm o pensamento único e só o pensamento deles que vale. Tudo que difere do que eles pensam está errado”, disse. “É o império da comunicação, querendo ditar a política pública em São Paulo. Mas comigo isso não vai funcionar.”

O prefeito citou medidas adotadas por sua gestão e que ele considera estruturais, como a renegociação da dívida com a União, a criação da Controladoria Geral do Município, a vistoria de contratos e a criação de faixas exclusivas de ônibus. “O povo vai compreender na hora que chegar o carnê (do IPTU) o senso de justiça do projeto que foi aprovado pela Câmara, apesar da desinformação, do terrorismo que foi feito esse tempo todo. Mas a consistência do projeto se impõe, porque nós temos um rumo para a cidade.”

No último dia 5, o juiz Emílio Migliano Neto, da 7ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, suspendeu o aumento do imposto. O magistrado alegou que a votação na Câmara Municipal não cumpriu os ritos necessários de participação popular. Ontem, a administração petista pediu que o juiz reconsiderasse a decisão, e, no entanto, o agravo foi negado.

O projeto sancionado prevê que o reajuste do imposto em 2014 será de até 20% para imóveis residenciais e até 35% para comerciais. Nos anos seguintes, os valores que ficarem acima dos tetos serão repassados ao imposto com tetos de 10% e 15%, respectivamente.

 

 

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Sobre a nova direita e o velho fascismo

Do Blog  do Gustavo Moreira

facismo
“O fascismo apresentou-se como o antipartido, abriu as portas para todos os candidatos; e, prometendo a impunidade, permitiu que uma multidão informe cobrisse com um verniz de idealismo político vago e nebuloso o transbordamento selvagem das paixões, dos ódios, dos desejos.  O fascismo tornou-se assim uma expressão de nossos costumes, identificando-se com a psicologia bárbara e antissocial de alguns estratos do povo italiano, ainda não modificados por uma nova tradição, pela escola, pela convivência em um Estado bem organizado e bem administrado.  Para compreender todo o significado destas afirmações, basta recordar que a Itália tinha o primado em homicídios e linchamentos; que a Itália é o país onde as mães educam os filhos com golpes de tamanco na cabeça, o país onde as jovens gerações são menos respeitadas e protegidas; que, em algumas regiões italianas, parecia natural, até poucos anos atrás, por uma focinheira nos vindimeiros para que não comessem as uvas; que em algumas regiões, os proprietários trancavam a chave os seus trabalhadores nos estábulos, quando estes voltavam do trabalho, a fim de impedi-los de reunir-se e de frequentar as escolas noturnas”.
       O fragmento de texto que apresento aos leitores foi escrito por Antonio Gramsci (1891-1937) em 26 de abril de 1921, ou seja, cerca de um ano antes da tomada do poder pelos fascistas. Saltam aos olhos mais desatentos as semelhanças entre um país cujas relações sociais eram consideradas bárbaras, brutais, na Europa de quase um século atrás, e o Brasil contemporâneo.  Não temos obrigatoriamente o “primado dos homicídios” no ranking mundial, mas nossos índices apavoram; às mortes resultantes das disputas territoriais entre facções do crime organizado, entre estas e as polícias, aos latrocínios, somam-se milhares de delitos passionais sequer vistos como transgressões por seus autores, que por vezes entendem como justiça o “exercício arbitrário das próprias razões”. Os castigos físicos, longe de ficarem limitados a uma esfera doméstica da qual por vezes ocorre a migração  para os jornais televisivos, quando crianças perecem em consequência das pancadas desfechadas por pais, mães, avós ou padrastos, são corriqueiramente empregados por agentes do próprio Estado como instrumento de submissão das classes julgadas perigosas.  Não nos surpreendem, tampouco, as notícias sobre o trabalho em condições análogas à escravidão, com a retenção de agricultores em alojamentos insalubres de fazendas nem sempre distantes dos grandes centros, sob a mira de seguranças armados.  O ensino de adultos, pouco valorizado, não atinge o extremo de motivar episódios de cárcere privado, mas a autorização para frequentá-lo é considerada uma grande concessão por certos empregadores, que veem com maus olhos a possibilidade de dispensar parte da mão de obra enquanto ainda se percebe um pouco de luz solar.
            Os intérpretes destes fenômenos sempre divergiram, segundo suas concepções doutrinárias e filiações partidárias, acerca das origens das mazelas e dos remédios que devem saná-las.  Porém, mesmo os políticos de direita de tipo tradicional, não obstante suas práticas (ou as de seus patronos) no mundo da produção, habitualmente condenam no plano retórico as variadas formas de violência que se exercem “de cima para baixo” em nossa sociedade.  É certo que podemos apanhá-los, no calor de certas discussões, em flagrante contradição, como nos casos em que a tentativa, ou mera sugestão, de desapropriar terras onde foi comprovado o cativeiro de trabalhadores ou o cultivo de maconha se faz acompanhar por furiosa resistência parlamentar.  Contudo, salvo raras exceções, em regra produzidas nos momentos de confrontação ideológica mais exacerbada, havia um certo consenso, até poucos anos atrás, quanto ao espantoso grau de injustiça vigente na sociedade brasileira e à necessidade de  modificar este panorama.  Isto se refletiu, por exemplo, na ampliação de diversos direitos sociais e trabalhistas, com numerosos votos de constituintes conservadores, na Carta de 1988.
        Percebemos na contemporaneidade a consolidação de um novo tipo de direita cujos ídolos, conforme o grau de instrução e as preocupações imediatas de seus componentes, podem ser Jair Bolsonaro, Olavo de Carvalho, Reinaldo Azevedo, Luiz Carlos Prates, Rachel Scheherazade, Leandro Narloch, o falecido Luiz Carlos Alborghetti ou um pequeno punhado de genéricos mais ou menos anônimos, do gênero celebridades de Internet.  Salvo o próprio Bolsonaro, ainda não contam com uma representação formal no Congresso ou nos governos estaduais e municipais, mas é previsível que em futuro próximo construam o seu Front National*, e as “pérolas do reacionarismo” que por vezes aqui exibo como caricaturas ou celebrações particulares da imbecilidade humana se transformarão em elemento corriqueiro da vida política brasileira.
       Eles não se limitam, como muitos de seus antecessores, a defender a manutenção do capitalismo em sua plenitude e a presumida necessidade da hegemonia político-militar do Estados Unidos no cenário global.  Desenvolvem uma campanha vigorosa contra qualquer alteração do status quo no sentido do avanço das forças populares e da supressão ou amenização das barreiras de classe, gênero e etnia.  Costumeiramente são demagógicos e mergulham na histeria: a regulamentação rotineira de um artigo da legislação trabalhista, ou uma explosão de fúria de três ou quatro militantes durante uma passeata, de súbito são anunciadas em milhares de páginas virtuais como indícios inegáveis da vinda próxima do Leviatã comunista. 
        Os mentores desta nova direita estão cientes, é claro, de que as correlações de força existentes no mundo real passam por linhas bastante diversas daquilo que apregoam: as possibilidades concretas de que as forças de esquerda venham a derrubar o capitalismo, na maioria esmagadora dos países, são quase nulas; apesar dos progressos alcançados pelos movimentos sociais nas últimas décadas, as chances de exercício da cidadania plena e as oportunidades econômicas oferecidas a mulheres, pobres, negros, gays e “dissidentes” da sociedade capitalista permanecem notavelmente inferiores às que se colocam para o “burguês branco heterossexual conservador”; até mesmo a recente ascensão ao poder de partidos formalmente esquerdistas em alguns países da América Latina se faz acompanhar por um elevado grau de compromisso com segmentos do empresariado e políticos de tipo oligárquico “antigo”.  
        A apreensão do mundo real, entretanto, pouco importa para as lideranças da nova direita.  Basta que suas distorções do noticiário da grande mídia (comicamente denunciada como esquerdista ou liberal esquerdizante), suas patéticas teorias da conspiração, sirvam para continuar a arregimentar seguidores aterrorizados com a iminência de uma nova ordem dominada por comunistas, terroristas muçulmanos e minorias organizadas que supostamente matarão cem, trezentos ou quinhentos milhões de terráqueos por puro instinto de perversidade. 
        Talvez seja irrelevante debatermos se cabe à nova direita, cujo reduto mais confortável, sem dúvida, ainda é a Internet, o rótulo de fascista.  Inclusive creio que, caso recorramos às definições de fascismo dos melhores especialistas, o diagnóstico será negativo.  Entretanto, seu parentesco com os mussolinianos da década de 1920 torna-se patente na intenção declarada (e permeada pela nostalgia das eras alheias ao sufrágio universal) de salvar uma ordem idealizada como benéfica, apesar das suas anomalias evidentes, da sua irracionalidade gritante.  Seu programa informal, que incentiva ou no mínimo admite as intervenções militares “preventivas” ou punitivas  contra os governos rebeldes à hegemonia ocidental, a prisão arbitrária e a tortura dos indivíduos tidos como social ou politicamente ameaçadores pelos setores dominantes, a conversão ideológica das desigualdades historicamente construídas em elementos “naturais” intrínsecos às sociedades e o exercício da violência verbal e física contra seus contestadores, poderia ser subscrito com tranquilidade pelo falecido Duce.
          Mussolini se apoderou do governo italiano em 1922 chefiando um partido-movimento que dispunha de menos de um décimo dos integrantes do Parlamento.  Não devemos, portanto, subestimar o poder de fogo da nova direita, apesar de sua fachada indiscutivelmente ridícula.  Precisamos multiplicar os espaços de denúncia das suas falácias e mobilizar o maior número possível de pessoas contra os seus propósitos.  
           
         
*Alusão ao partido direitista francês dirigido durante muitos anos por Jean-Marie Le Pen.         
                                   
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