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O que é Indignação Seletiva?

O QUE É A INDIGNAÇÃO SELETIVA?

indignação seletiva
Indignação seletiva é nome dado ao processo ou comportamento de se manifestar, reclamar, protestar, criticar ou atacar algumas formas específicas de males em nossa sociedade, e intencionalmente ignorar outros, por puro interesse pessoal. 

Indignação seletiva é a pessoa se indignar, por exemplo, com a corrupção de um partido e não se indignar com a corrupção em outro partido. 

É a pessoa protestar contra os gastos da copa, e nada mencionar sobre os mesmos gastos do carnaval. 

É a pessoa se indignar com os maus tratos a cães e gatos, mas nada mencionar sobre o comércio ilegal de animais silvestres, que gera danos ainda piores aos animais. 

Ou seja, o indignado seletivo passa a protestar contra o que lhe interessa, o que lhe convém, dependendo de suas convicções políticas, religiosas, de classe social ou ideológicas, e não considera importante protestar ou se indignar com outras questões que fogem aos seus interesses. 

Por exemplo, os ricos se indignam com os altos impostos (por que muitos não querem pagar imposto ou querem pagar menos impostos) e nada reclamam do valor altíssimo da sonegação de impostos no Brasil, que chega a 400 bilhões por ano. Ou reclamam da corrupção na política, estimada em 70 bilhões anuais, e nada mencionam, e fingem que não existe, a sonegação fiscal, que tira muito mais dinheiro do Brasil.

O indignado seletivo só se manifesta contra algo que atente contra os seus próprios interesses, e esquece propositalmente todos os outros problemas que também geram danos a sociedade e não passam nem perto de chamar a sua atenção.

Todos devemos lutar contra esse vício da indignação seletiva!

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Quem não tem votos, perde a cabeça e ameaça de morte.

Estamos em um momento político de radicalização do polo conservador, os mesmos já não confiam mais na saída eleitoral democrática e universal nas eleições presidenciais  e repetem grosseiramente o discurso do Golpe de 64, o mesmo discurso (Contra corrupção…do PT, fechar Congresso entre outros.). Parecem presos á uma época de guerra fria e os mesmos demonstram claramente que são contra qualquer avanço social e democrático e o mais incrivel se proclamam “nacionalistas” e querem que outros países interfiram militarmente no país.

prova que quer matar petistas

Querem interferir na vida política do Brasil a peso das armas e do fascismo.

intervenção norte americana no brasilE como bons “saudosistas” do período que o Brasil vivia de joelhos para os EUA, como um bom colonizado, querem que os EUA interfira militarmente no país.

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Conjuntura Política de 2014 – O que pode acontecer e quais caminhos serão tomados.

CONJUNTURA – A última edição da revista Carta Capital tem um texto bem interessante sobre a conjuntura política atual. Em linhas gerais (e sem fazer nenhum juízo de valor), os pontos principais do belo texto de Wanderley Guilherme dos Santos poderiam ser assim descritos (o texto está logo abaixo das breves considerações):

 

conjuntura politica

1- O PT caminhou para o centro e empurrou o PSDB para a direita e extrema direita, cuja pauta é o moralismo, a “gestão” e a miséria programática.

2- O caminhar do PT rumo ao centro trouxe consigo um déficit de críticas ao governo federal. As que existem tem a consistência de uma geleia.

3- Sindicalismo brasileiro está perdido em meio a uma pauta eminentemente economicista. Não conseguem mobilizar as massas em função desta apatia programática.

4- Caminhar do PT rumo ao centro provocou um vazio institucional em outros partidos de centro esquerda. Saída do PSB da base é compreensível mas o projeto do PSB padece por ter se contaminado pelo direitismo da Rede e pelas oscilações políticas do atual governador pernambucano.

5- O vazio institucional da esquerda e da centro-esquerda (exclua-se o PT) contribuiu para o surgimento de grupúsculos de inconformados com o universo. São grupos efêmeros nos quais não está presente o tal de “precariado”, mas sim uma parte da juventude de classe média.

6- Houve infiltração fascista em junho de 2013. As manifestações aqui havidas não tem absolutamente nada a ver com as manifestações ocorridas na Europa ou nos EUA. São fruto deste vazio institucional da centro esquerda, consequência do caminhar do PT rumo ao centro. A falta de estratégia fez com que as manifestações explodissem e se retraíssem com grande velocidade. Os incontestáveis avanços sócio-econômicos do governo federal acontecessem ao mesmo tempo em que há uma estagnação em matéria de direitos individuais, fruto da caminhada ao centro.

7- Os movimentos recentes são constituídos por uma miríade de pequenas coletividades. PSOL e PSTU, minúsculos e apartados das massas, encontram rara oportunidade de se mostrar através destas manifestações. Outros grupúsculos microscópicos também encontram nestas manifestações uma oportunidade de dizer ao mundo que existem. A eficácia destas manifestações, no longo prazo, é precária. E termina dizendo que todos os que tem apreço pela democracia deveriam se propor a ocupar as ruas. Mas com estratégia e objetivos bem definidos, não com fantasias desconexas.

Segue o texto:

“VEM PRÁ RUA VOCÊ TAMBÉM

por Wanderley Guilherme dos Santos

O PSDB não chegou à direita pelas próprias pernas. Teve a ajuda do Partido dos Trabalhadores (PT) que se mudou para o centro, distendeu-o, e tornou praticamente inviável a existência de uma coalizão de centro esquerda. Aécio Neves nunca foi reformista, mas julgá-lo um direitista genético é exercício de ativista dogmático. O centro distendido sob hegemonia do PT empurrou a oposição para a vizinhança da extrema direita, precipitando a derrota intestina de José Serra, agarrado a um reacionarismo impensável em quem discursou no comício da Central do Brasil, em 13 de março de 1964. À oposição restam bandeiras pragmaticamente vazias, tais como a encenada indignação moral e acenos genéricos de eficiência. Sem falar no reacionarismo religioso e a defesa de um livre mercadismo de fachada. Como é notório, só com brutal intervenção do Estado um governo de centro-direita será capaz de subverter a legislação petrolífera, os programas Mais-Médicos e Minha Casa, Minha Vida. Mesmo para fazê-los definhar um governo de centro-direita precisará de boa dose de coação sobre uma burocracia estatal comprometida com o progresso, ademais de extrair enorme boa vontade do Congresso Nacional. Esse mesmo Congresso, aviltado pela imprensa conservadora e pela esquerda caolha, foi a instituição que aprovou o regime de partilha do pré-sal, ainda no governo Lula, e tem apoiado as principais políticas sociais do governo Dilma Roussef. Uma política de liberalismo desenfreado só será possível com a transformação do Estado brasileiro em variante do bismarckismo alemão. O avesso do que o eleitorado conservador deseja.

O centro estendido do PT também trouxe dificuldades para o campo progressista. A mais óbvia transparece na acusação de reacionarismo a qualquer opinião divergente, autônoma em relação à cadeia de comando dos líderes do centro-baleia, a começar pelas palavras de ordem do Partido dos Trabalhadores. Embutida na interdição esconde-se menor probabilidade de que deficiências reais de governança sejam proclamadas por aliados. Avanços sociais estão conectados a manifestações de inconformismo, sem automática identificação com a oposição do momento. Durante os governos Vargas e JK sucederam-se greves e passeatas a favor de políticas nacionalistas e de críticas a medidas específicas. As manifestações não atendiam a nenhuma convocação da direita, do tipo “Vem prá rua você também”, que atualmente apavora a esquerda e o governo. O governo opera com déficit de crítica consistente.

Reflexo do ambiente intoxicado, o sindicalismo operário emudeceu. Limitado a manifestos plenos de estereótipos, copia a genérica pauta direitista – ensino público de qualidade (nunca haverá suficiente, o conhecimento progride), saúde pública, transporte, moradia, segurança. Elegibilidade para os analfabetos, que é bom, nada; participação dos trabalhadores na administração das grandes corporações, nem pensar. Não mais do que dois exemplos de uma pauta latente, ausente da cogitação sindical. Os sindicatos não se recuperaram do choque de haver perdido o controle das ruas. Reescrever ideologicamente a história de junho de 2013 não garante a recuperação de iniciativa crível, seja por decreto, seja por currículo de glórias passadas. 

Outra conseqüência da consolidação do centro expandido foi a instauração de um vazio institucional à esquerda, vicariamente ocupada por aglomerado de grupos heterogêneos. A coalizão parlamentar do governo tornou irrelevante o apoio da centro-esquerda. Sem considerar o PMDB, cuja análise não é simples, a coalizão do PT tem como coligados numéricos o PP/PROS, o PSD, o PR/PTdoB/ PRP, seguidos, até recentemente, pelo PSB, em parte pelo PDT e pelo PCdoB. O total de cadeiras deste último grupo (PSB, PDT e PCdoB) não ultrapassava 56 lugares. Só o PP, o PR e o PROS detêm um conjunto de 89 cadeiras na Câmara dos Deputados. A cooperação costurada entre os partidos deixou o PT a vários passos de distância de seu parceiro ideológico adjacente, o PSB (24 cadeiras). O rumo do governo é vigiado pelo núcleo duro da centro-direita. Independente dos motivos do governador Eduardo Campos, cujas alianças provocam resistências entre os socialistas, a saída do PSB do governo só surpreende pelo tempo que demorou a acontecer. Para um partido que busca crescer nas eleições proporcionais pela via ideológica da centro-esquerda, talvez a oportunidade tenha sido perdida. A tentativa de enfiar uma cunha entre o centro expandido do PT e o PSDB sofre das dificuldades diante da coalizão no poder e da incoerência ao aceitar o direitismo do Rede como segundo em comando (e há quem duvide que o Rede seja mesmo o segundo em comando) além das oscilações na conduta do candidato Eduardo Campos.

O vazio à esquerda tem sido ocupado por grupos inconformados com o estado do mundo, em geral. Desde logo, esse burburinho nada tem a ver com os “precariados” de Guy Standing (The Precariat – London, Bloomsbury, 2011), tese recém importada. Ao contrário de desempregados, trabalhadores temporários, classe média empobrecida e com miséria à vista, os manifestantes de junho de 2013 eram na maioria jovens de classe média ou empregados com salários acima de 2 salários mínimos (30,3% deles em 20 de junho de 2013, no Rio de Janeiro, segundo a Plus Marketing consultoria) e segmentos em processo de ascensão social. Outras pesquisas registraram o nível superior de estudos de expressivo número de participantes. Economicamente, o elevado custo do meio utilizado para a mobilização – as redes sociais eletrônicas – exclui os presumidos “precariados” da freqüência a participações. Vale registrar que, ao contrário da Europa, à intensidade das manifestações seguiu-se a rapidez de sua dissolução em números de manifestações, de participantes e de cidades contagiadas.

Além do equívoco da classificação de “precariados”, é simplismo considerar que uma convocação fascista obteria tamanho sucesso. Houve a infiltração fascistóide posterior, que terminou por se apropriar da liderança dos acontecimentos. A fragilidade estratégica desses aglomerados, contudo, revelou-se na velocidade com que os grupos de professores, enfermeiras, a maioria de funcionários públicos, foram abandonando as marchas. Reconhecer as diferenças entre os movimentos de 2013 e os movimentos europeus permite supor que as manifestações não aderiram, aqui, ao precipitado diagnóstico de fracasso da social democracia brasileira. A rejeição atingia todas as formas de participação institucionalizada. O que havia e há é um vácuo desde que a marcha para o centro levou o governo a esconder sob inegáveis vitórias econômicas a pauta de modernização do pluralismo social brasileiro: aborto assistido, relações homo afetivas, regulamentação do uso de drogas recreativas, pesquisas com seres vivos, temas, entre outros, eliminados por imposição da direita do centro. A Presidência tornou-se forte parlamentarmente ao preço de se enfraquecer perante a sociedade em mudança. 

Algo de novo existe. Trata-se de inédito tipo de intervenção política. Grosso modo, a análise do capitalismo toma por base as classes, as corporações profissionais e cristalizados grupos de interesse. Entendo que os movimentos recentes são constituídos pelo ajuntamento de atores menos abrangentes do que as classificações preponderantes. Eles proliferam como pequenas coletividades de exígua tolerância e com exigentes critérios de pertencimento Denomino-os, sem ofensa, de “micróbios” (pequena vida), primeiro em razão de seu tamanho, e pelo fato de que não possuem denominador comum. Nem todos são patogênicos ou letais, que os há benéficos ao exercício da democracia. Nessa ecologia há lugar para micro legendas, como o PSTU e o PSOL, que encontram em tal cenário a rara oportunidade de serem notados. Comparecem também os grupos nanicos reivindicando direitos (moradores do bairro tal ou qual) ou só comemorando a própria existência, avessos a partidos, sindicatos ou corporações de ofício. São erupções intensas de vida política, mas de curta duração. Eficazes no curto prazo, sem influência em período mais extenso. Eleições são fenômenos de curto prazo, mas o fenômeno dos “micróbios” não é só eleitoralmente relevante. É uma criação da sociedade contemporânea e, portanto, compatível com a convocatória: “Vem prá rua você também”. Os democratas deviam adotá-la e voltar às ruas para conquistá-las.”

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Jovem militante é ameaçado de morte por pessoas que podem ser ligadas á Jair Bolsonaro

Jovem militante de esquerda é ameaçado por apoiar os Rolezinhos e manifestar sua opnião, Franklin Rebelo de Melo, segundo o mesmo as ameaças partem de uma página chamada Brasil com Bolsonaro que poderiam estar ligadas diretamente á Jair Bolsonaro , ameaças de morte que tem carater de periculosidade e podem e devem ser enquadrados em crimes do Código Penal e crimes contra a liberdade de expressão.

ameaça a jose ameaça de morte da página brasil com bolsonaro

Franklin pelo o que apuramos não aprova ações de baderna no sentido de saques de loja, nem coisas do tipo, apoia o direito dos garotos irem aos shoppings se divertir o que está gerando amplo debate na sociedade, no entanto apoiar ou não esse tipo de movimento não permite com que outra pessoa ameace sua vida pelas idéias que você tem, ainda mais quando elas não causam dano á outrém, Franklin disse que foi a delegacia para encontrar os responsavéis pela ameaça, na página citada Brasil com Bolsonaro encontra se um print com a ameaça á Franklin só que com nomes retirados.

ameaça brasil com bolsonaro

Caso você seja vitima deste mesmo tipo de assédio e ameaças virtuais, procure a delegacia mais próxima, printe as provas e as leve para fazer um Boletim de Ocorrência que irá desembocar em um TCO ou em algo mais grave.

 

 

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